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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Plano de Negócio





O trabalho pode até ser lucrativo. Mas se não for prazeroso, mais cedo ou mais tarde, vai por terra.
Agora que já descobrimos o nosso talento, um bom plano de negócios é essencial.
Definiria um plano de negócio  (humildemente e de forma muito simplista), como "a cereja do bolo"!
A necessidade desse planejamento é importante para constatar a viabilidade do que pretende fazer, antes de "mergulhar" de fato, no mercado.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Descubra seu talento!







O primeiro passo para o sucesso de qualquer coisa que a gente se propõe a fazer é fazê-lo com propriedade. Não adianta admirar o trabalho de um marceneiro e "meter as caras" em pedaços de pau e pregos se você não entende do assunto. O marceneiro calcula, mede, corta, executa! Conhece e gosta do que faz e o faz com embasamento de causa. Qualquer leigo que se arrisque, corre mesmo o risco de montar tudo certinho e ver todo o trabalho desmontando feito castelo de areia.
Um bom trabalho não é feito só da "casca". Precisa estar bom por dentro e por fora.

sábado, 7 de abril de 2012

Você tem medo de montar um negócio?


                                                                                                                                                                 Imagem

Penso que todo mundo já teve aquela vontade, de levantar da cadeira do escritório (leia-se o seu local de trabalho) e dizer adeus pro patrão (nem que seja de longe, lá no fundinho, vai!). Principalmente depois de dar o seu melhor e ouvir um sonoro "podia ser melhor". Ou então, ficar sujeito a horários, serões, plantões, reuniões e todos os outro "ões" inconvenientes de qualquer relação empregado/empregador. Eles surgem sempre nas horas mais impróprias: no feriado prolongado, naquela festa que você não queria perder, no salário baixo no final do mês, na promoção que nunca vem, no filho crescendo e você sem poder acompanhar...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ao coelhinho da Páscoa.




Caro coelho. Venho travando uma luta nesse mundo vasto de meu Deus, para resistir às tentações da gula. Nesse ano, em especial, prometi a mim mesma que deixaria de lado a "alma embarangada e o pânceps proeminente". Passei vontades, escutei a sinfonia do meu estômago fazendo "a dança da chuva" pra ver se caía uma caloriazinha que fosse... Não caiu!

domingo, 29 de maio de 2011

Folga Mental


Boa leitura na Revista Vida Simples:

sexta-feira, 29 de abril de 2011

quarta-feira, 31 de março de 2010

Vida Simples!


                                                                                                    Imagem

Em um dia de domingo, você acorda de manhã com dor no corpo e indisposta, vai até a janela, vê que o dia está nublado, com algumas nuvens escuras. Mesmo assim, diz: "que dia bonito, que dia lindo, o dia de hoje vai ser maravilhoso".
Quando sai da janela, vem um pensamento na sua mente, de que hoje você só vai dizer sim para todas as pessoas e para a vida. Será sim, sim e sim. Verifica que suas dores e a indisposição ao acordar se foram. Ao final da sua higiene matinal, olha para o espelho e diz: "eu me amo".
Aí, resolve ficar uns instantes e repete várias vezes "eu me amo, sou a melhor pessoa do mundo". Essa repetição, quando feita com sentimento

quarta-feira, 24 de março de 2010

As Escolhas de uma Vida

                                         Getty Images



A certa altura do filme Crimes e Pecados,
o personagem interpretado por Woody Allen diz:
"Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta
e de lá nunca mais saiu.

Compartilho do ceticismo de Allen:
A gente é o que a gente escolhe ser,
O destino pouco tem a ver com isso.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher!

                                                 Getty Images
Para todas nós, um feliz dia e uma poesia pra alimentar a alma!
(Hoje não poderia ser diferente: transcrevo a poesia de uma mulher, a mulher Martha Medeiros).

terça-feira, 2 de março de 2010

Se eu pudesse...



 
                                                  Imagem

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Para Francisco

"Um homem tem morte súbita, dois meses antes do nascimento do seu único filho. Assim nasce este blog. Tentando entender e explicar dois sentimentos opostos e simultâneos vividos pela viúva e mãe que, no caso, sou eu. Muitos questionamentos. Muitos raciocínios. Muito aprendizado. E uma pressa em falar para o Francisco sobre seu pai, sobre o mundo e sobre mim mesma (só por garantia)."

É dessa maneira que Cristiana Guerra descreve sua história no blog Para Francisco. Um jeito surpreendente (que pode ser conferido no livro de mesmo nome), de relatar uma trágica história, de forma tocante.
Cristiana perde o marido em pleno 7º mês de gestação, imagina o que é isso? Dá até arrepio... Ela conta todos os detalhes impressionantes dessa experiência. A pausa entre as frases, me fizeram fechar os olhos e, por alguns segundos me sentir dentro da cena. Invejável essa coragem, invejável a força dessa criatura...
Uma montanha russa (termo expresso por ela, num dos trechos do livro) de lágrimas e risos arrancados em cada página!
Vale à pena ler! Fica a dica.
Beijinhos.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009


Minha gente, como esse ano passou rápido! Aliás, como o tempo tem passado numa velocidade irrecuperável! Quando a gente pensa em fazer alguma coisa, o tempo que você julgava ter disponível já tá reduzido à metade, ou à nada!
Tem que ser ligeiro e preciso nas decisões a serem tomadas. Traçar objetivos com maior clareza é impressindível pra que o tempo não engula todas as nossas oportunidades de implantar os nossos projetos.
Numa retrospectiva bem superficial e sem muitos julgamentos, no final das contas esse ano foi bastante surpreendente! Deu pra perceber que se as metas forem cumpridas à risca, o produto final sai a contento. A questão agora é fazer com que o hábito transforme as regras em alta produção, pra que os meus planos deem todos muito certos! Aprendi que disciplina gera disciplina e gentileza, aham: gentileza!
E por incrível que pareça, tô aprendendo a magnífica arte da paciência! Tenho driblado com certa maestria, essa ansiedade que ainda faz parte de mim. (Mas não me pretence). hehehe
E vocês? Já fizeram planos? Já pensaram no ano que está acabando?
Vale à pena sim, fazer um balanço dos nossos comportamentos consigo mesmo e com os semelhantes. Uma análise crítica não prejudica a ninguém, muito pelo contrário... Se for feita com carinho, a gente aprende mesmo!

Leituras relacionadas:
Tome uma atitude decidida
A Vida é Curta


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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Um elefante incomoda muita gente...



Dois elefantes incomodam muito mais! É verdade...
Tem dia que nem a gente se suporta. Imagina o que os outros não devem sentir, quando estão "azaradamente", do nosso lado neste dia... Coitados...
Aqui em casa, temos o hábito de fazer essa leitura TODOS OS DIAS. E ainda assim, incomodamos muito uns aos outros. Normal da convivência, desde que não ultrapasse o limite do tolerável. Por isso prezamos tanto a oração! É nela que readquirimos o equilíbrio e minimizamos nossos defeitos e inquietações.
Se quiser também, fazer a sua leitura reflexiva diária, logo abaixo transcrevo-a:

"Senhor! Concede-me, por misericórdia, o dom de contentar-me com o que tenho, a fim de fazer o melhor que posso.
Ensina-me a executar uma tarefa de cada vez, no campo das minhas obrigações, para que eu não venha a estragar o valor do tempo.
Livra-me da precipitação e da insegurança, de modo a que não busque aflições desnecessárias ante o futuro, nem me entregue à inutilidade do presente.
Dá-me a força de esperar com paciência a solução dos problemas que me digam respeito sem tumultuar o caminho dos que me cercam.
Ajuda-me a praticar o esquecimento de mim mesmo, auxiliando-me a fazer pelo menos um benefício aos outros, cada dia, sem contar isso a ninguém.
Se esse ou aquele companheiro me aborrece, induze-me a olvidar o que se passou, sem dar conhecimento do assunto aos que me rodeiam.
Ensina-me a não condenar seja a quem for e quando algum apontamento injurioso ou alguma nota de crítica malévola virem-me à cabeça,ampara-me a fim de que eu tenha recursos de dissipá-los em silêncio, no plano de meus esforços imanifestos.
Impele-me a calar toda a queixa, em torno das provas e empecilhos da vida, para que eu não perturbe os que me compartilham a estrada.
Auxilia-me a conservar a boa aparência tanto quanto o espírito isento de culpa, a falar com voz calma, a sustentar bons modos e a perder o hábito de impor minhas ideias ou de contradizer as dos outros sem necessidade.
E ajuda-me, Senhor, a viver na obediência aos meus deveres e compromissos, trabalhando e servindo, para não incomodar ninguém.
Assim seja!"
(Grupo Espírita Mensageiros - André Luís)

Boa sorte, e POR FAVOR, não incomode! rsrsrs

***
Repararam na foto que eu coloquei pra ilustrar? Sim, é um elefante de dormir!!! Tirada deste site.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Você sabe vender seus produtos?



Tem tanta gente que reclama das vendas... No nosso meio é fácil ouvir queixas sobre a baixa das vendas e a desvalorização do handmade. Verdade. Eu também já reclamei muito ( e ainda reclamo), da pouca valorização desse trabalho tão pessoal e caloroso... É lamentável mesmo, que o mecanicismo das indústrias afetem os produtos humanizados, esmagando-os.
Mas será que nessa queixa, estamos verdadeiramente fazendo a nossa parte para atrais compradores?

Leia esse texto, do Padre Gabriel:
"Alguns dos meus leitores, provavelmente, ainda se lembram da figura do mascate. Ele foi o antecessor do camelô moderno. No sentido mais exato da palavra, ele era um verdadeiro vendedor ambulante. Na verdade, era mais ambulante que vendedor. Ia de casa em casa, carregando nas costas, sua mala de mercadorias. Sua mala surrada atiçava os sonhos de consumo de muita gente. Esse mérito do mascate, hoje, foi roubado pela televisão.
Existem canais apropriados em vender quinquilharias. São capazes de empurrar no telespectador desprevenido, até mesmo, a lâmpada de Aladim. A eficiência para vender é tamanha, que junto à lâmpada, o consumidor compra, também, o remédio para acordar o gênio, caso ele durma lá dentro.
Diferentemente da televisão, o mascate não era apenas um distribuidor de sonhos. Ele conhecia as pessoas e sabia do que elas gostavam. Se a mulher era vaidosa, ela vendia os olhos da cara, para comprar os óculos da moda. O colar, não importava que fosse de ouro, ou não, mas era fundamental que brilhasse... A cliente sabia que ninguém, nas proximidades, iria usar o mesmo tecido. Nesse pormenor, o tamanho da mala ajudava. Cabia somente aquele pedaço de pano que era “coisa rara”.

Aliás, tudo na mala era coisa rara, inclusive ela. Abrir a mala era abrir o verdadeiro “baú da felicidade”. Não teria sido o mascate o responsável, em última instância, por essa expressão tão famosa?
O bom vendedor sabe que ninguém vende apenas mercadoria. Vendem-se sonhos. Comprar o “falso brilhante” era exercer o poder de impressionar. O terno listrado, nem me falem! Deixava mudo o concorrente. O mascate era o vendedor que inspirava confiança. Após a sessão de vendas, ia parar na cozinha. Tomava café, limonada, perguntava pela família e pelos vizinhos. Ele se tornava íntimo e inspirava confiança. Por causa disso se inteirava dos segredos de todos. Sabia que sua próxima visita coincidia com as vésperas do casamento de fulano ou a morte do cicrano, que andava “mal das pernas”. Por acaso, na próxima visita, ele incluía na mala um corte de pano preto, que poderia servir para o luto e alguns pares de alianças. As alianças teriam vendas certas. Quanto ao pano de luto, isso era meio arriscado. Talvez vendesse as novas alianças também para a viúva de segundas intenções. Por isso, o mascate era a pessoa mais certa das horas incertas.
Atualmente, vivemos no império da televisão. Ela é uma vendedora fria. Tem uma visão geral do ser humano. Talvez por isso, o vendedor ambulante ainda sobrevive.

... A vitrine atual é uma versão moderna da mala do mascate. As mercadorias, entretanto, são em números maiores. Mas o ser humano, elemento necessário, numa relação de compra e venda, você sabe onde anda?"

Será que as nossas vendas teriam a chance de continuar fraquinhas, se agíssemos como os "ultrapassados" mascates? Ou temos algo a aprender? Hum?

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

20 dicas de sites para os pequenos!


Hoje é dia de curtir com a meninada! Brincar, soltar pipa, colorir e criar!
Fica aqui algumas sujestões de sites pra animar e distrair a galerinha!















































































Nós, da Equipe Fuxicando por Marcele Leite, desejamos a todos os clientes, amigos e leitores do blog, um dia alegre, cheio de docinhos, brinquedos e aconchego da família! Muito obrigada por comprar nossos produtos!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sobre rosas, formigas e tamanduás...


                                                       foto: Minha Fuxicriação!


Texto de Rubem Alves.


O seu nome era Brasilino Jardim. Brasilino Jardim tinha jardim no nome e jardim no coração. Ele amava todas as coisas vivas, de plantas a urubus. A vida, para ele, era sagrada.

Brasilino Jardim não ia à igreja. As pessoas religiosas temiam por sua alma e se perguntavam: “Ele não sabe que é preciso ir à igreja para estar bem com Deus? Quem não está bem com Deus corre perigo! Deus castiga!”

Brasilino sorria um sorriso manso e perguntava: “Onde está dito, nas Sagradas Escrituras, que Deus fez uma igreja? Todo Poderoso, se quisesse igrejas teria feito igrejas. Todo Poderoso, ele fez o que queria. E o que é que ele fez? Plantou um jardim. E está dito que ele ‘andava pelo jardim ao vento fresco da tarde!’ Quando estou no jardim sei que estou andando no lugar que Deus ama. Deus ama a vida, o vento, o sol, a terra, a água – coisas que estão no jardim. Mas as igrejas são lugares fechados, abafados. Bichos e plantas não se sentem felizes lá dentro...”

Não frequentava igrejas mas amava um santo: São Francisco. Porque São Francisco foi o homem que via Deus nas coisas da natureza. São Francisco amava tudo o que vivia e, segundo a lenda, as coisas que viviam o entendiam, tanto que ele pregava sermões aos peixes e aos pássaros. Frequentemente os animais ouvem melhor que os seres humanos...

Foi então que o Brasilino Jardim resolveu plantar um jardim em homenagem a São Francisco. Teria de ser um lindo jardim, com um canteiro de rosas no meio. E assim foi. Vendo as folhas viçosas das roseiras, a primeira rosa que se abrira e os botões que se abririam no dia seguinte, Brasilino foi dormir contente.

Ao acordar pensou logo no jardim. Queria ver se os botões já estavam abertos. Mas, decepção! O que ele encontrou foi devastação. Durante a noite as formigas saúvas haviam cortado todas as folhas e todas as flores das roseiras. Brasilino ficou muito triste. Resolveu aconselhar-se com um vizinho que tinha um lindo canteiro de rosas floridas.

“O jeito é matar as formigas”, disse o vizinho. “Formigas e jardins não combinam. Para as formigas jardins são hortas, coisas para serem comidas.”

“Matar as formigas? De jeito nenhum. São criaturas de Deus, como todos nós. Se foi Deus quem as fez, elas têm o direito de viver. Formigas têm direitos...” E com essas palavras deixou o vizinho falando sozinho. “Onde já se viu matar as formigas? São criaturas de Deus. Tem de haver outro jeito...”

Pensou: “Se as formigas comeram as roseiras, comeram porque estavam com fome. Não foi por maldade. Se eu der comida às formigas elas deixarão de ter fome e não comerão as rosas”.

Dito isso plantou, à volta do jardim de rosas, um anel de cenouras tenras e doces que seriam o deleite alimentar das formigas. Mas as formigas ignoraram as cenouras. Continuaram a comer as roseiras.

“Talvez elas não tenham entendido”, ele pensou. “Não perceberam nem que as cenouras são deliciosas e nem que são para elas. Ainda não foram educadas. Se forem educadas para gostos mais refinados não comerão as rosas. Serei um educador de formigas.”

E como sabia que a noite é o tempo preferido pelas formigas para cortar roseiras, Brasilino passou a dar aulas às formigas durante a noite, peripateticamente, no seu jardim. Queria que as formigas aprendessem a gostar gastronomicamente de cenouras e plasticamente de rosas.

O vizinho ficou incomodado com aquele falatório noturno. Foi ver do que se tratava. E se espantou. “Brasilino, você endoidou? Pregando às formigas?” Brasilino respondeu: “São Francisco pregou aos pássaros e aos peixes. E eles entenderam. Pois eu vou pregar às formigas e elas haverão de entender.” Mas as formigas não ligavam para a aula do Brasilino. Não aprenderam a lição nova. Formiga continua a ser formiga. Continuaram a cortar as roseiras.

Diante do fracasso da pedagogia, Brasilino se lembrou de um recurso inventado pelos humanos chamado “condomínio”. O que é um condomínio? São casas cercadas de muros de todos os lados, com o objetivo de impedir a entrada dos criminosos, que ficam do lado de fora. “Farei o mesmo com as minhas roseiras”, ele disse triunfante. Ato contínuo tomou garrafas de coca litro, cortou bicos e fundos, fez um corte vertical ao lado e usou esses cilindros ocos como cintas protetoras para os caules das roseiras. “Agora minhas roseiras estão protegidas! As formigas não entrarão!” Pobre Brasilino! Ele não conhecia a esperteza das formigas. Elas sabem fazer túneis, escalar muralhas, passar por frestas, fazer pontes. E quando ele foi ao jardim, pela manhã, viu que as formigas haviam devorado de novo suas roseiras.

Lembrou-se então Brasilino de uma velha estória que relata o feito de um flautista que livrou uma cidade de uma praga de ratos que a infestava. O que foi que o flautista fez? Simplesmente tocou sua flauta! “Ah! A música tem poderes mágicos! Claro, as formigas não entendem a linguagem pedagógica dos argumentos. Haverão de ser sensíveis à magia da música.” Comprou uma flauta e pôs-se a tocar o Bolero de Ravel. As formigas reagiram imediatamente. Sentiram o poder da música. Até os bichos têm música na alma. Começaram a mastigar folhas e rosas ao ritmo da música encantadora.

Com o fracasso da música, veio-lhe, então, uma nova idéia: “Se as formigas não podem ser nem conscientizadas pela palavra e nem sensibilizadas pela música, as rosas podem ser. Assim, vou despertar nas minhas rosas o sentimento da não-violência, da beleza da paz. O pensamento tem poder. Se todas as rosas fizerem juntas uma corrente de pensamentos de paz a energia positiva no ar será tão forte que as formigas se converterão...”

Espalhou, pelo jardim, imagens coloridas de paz. Flores sorridentes. Pôs CDs com música sobre rosas, Strauss, Vandré e Caymi. Tudo, no espaço do jardim, sugeria paz e não violência. Quem visitasse o seu jardim sentia a energia positiva no ar. Mas parece que as formigas não eram sensíveis à energia positiva de paz. Continuaram a cortar as rosas.

Aí ele começou a ter raiva das rosas. “Não compreendo a passividade das rosas! Elas não se defendem! Tinham de se defender! Pois Deus não dotou as criaturas com o direito de defender a sua vida?”

Cobriu então os galhos das roseiras com espinhos pontudos e afiados, facas e espadas que as rosas deveriam usar para se defender das formigas. Mas as rosas não sabiam se defender. Não sabiam usar armas. Eram mansas e desajeitadas por natureza. As formigas continuaram a subir pelos seus galhos sem ligar para os espinhos.

No desespero, Brasilino resolveu tomar uma atitude mais radical, que mesmo contrariava seu sentimento de reverência pela vida: foi para o jardim munido de um martelo e pôs-se a martelar as formigas que se aproximavam das suas roseiras. Mas o número das formigas era imenso. Não paravam de chegar. Matou muitas formigas a marteladas, o que não as perturbou. E havia também o fato de que Brasilino não podia ficar martelando formigas o tempo todo. Precisava dormir. Dormindo, o martelo descansava. E as formigas trabalhavam.

“Já sei!”, ele disse. “Apelarei para o Papa. O Papa tem reza forte. Pedirei que ele ore para que as formigas parem de comer minhas rosas”. Escreveu então uma carta para o Papa, expondo o seu sofrimento, e pedindo que ele intercedesse junto aos santos, junto à virgem, junto a Deus... Afinal de contas, as hostes celestiais deviam ter um interesse especial na preservação do jardim, aperitivo do Paraíso.

As autoridades eclesiásticas, de posse da carta de Brasilino, deram a ela a maior consideração, e a colocaram na lista da orações pela paz que o Papa rezava diariamente: paz entre judeus e palestinos, paz entre russos e chechênios, paz entre protestantes e católicos, paz na Espanha, paz na Colômbia, paz no Peru, paz na África... Era uma lista enorme. O Papa orou mas nada mudou. Os homens continuaram a se matar e as formigas continuaram a cortar suas roseiras.

De repente ele ouviu uma voz que o chamava. Era a voz do seu vizinho, que contemplava tudo em silêncio. “Eu tenho uma solução para o seu problema com as formigas, sem que você tenha de matar as formigas.”

Brasilino se espantou: “Como?”

O vizinho explicou: “Você acha que as formigas são criaturas de Deus. Sendo criaturas de Deus têm direito a viver. Você está em boa companhia espiritual. Homens como São Francisco, Gandhi e Schweitzer também sentiam reverência pela vida.” Brasilino ficou feliz ao se ver colocado ao lado desses santos.

Seu vizinho continuou: “Mas isso que você diz para as formigas deve valer para todas as criaturas. Certo?” “Certo”, concordou Brasilino.

“Então, por que você não traz um tamanduá para morar no seu jardim? Tamanduás também são criaturas de Deus. E adoram comer formigas! Para isso têm uma língua fina e comprida, que entra até o fundo dos formigueiros! Para o tamanduá, comer formiga não é pecado; é virtude!”

E foi assim que o Brasilino, sem desrespeitar suas convicções espirituais, trouxe um tamanduá para viver no seu jardim.

E o tamanduá engordou, as formigas sumiram, o jardim floresceu e o Brasilino sorriu...

Moral da estória: Quem quiser se livrar das formigas e manter uma consciência tranquila, que compre um tamanduá...